Análise da Juventude Brasileira

Esse texto aponta temas que norteiam a juventude trabalhadora, seja rural ou urbana.

Escrito por: Cristiane Patinho • Publicado em: 02/08/2018 - 22:55 Escrito por: Cristiane Patinho Publicado em: 02/08/2018 - 22:55

Temas como desenvolvimento sustentável, reforma agrária, agricultura familiar, organização da produção e do meio ambiente, organização e gestão sindical, educação do/no campo, saúde, direitos sexuais e reprodutivos, Juventude assalariada, direitos trabalhistas, sociais e humanos serão o mote para trabalhar o projeto “JOVEM SABER”.
Baseado em alguns estudos realizado por alguns especialistas, apresento alguns aspectos para entender o mundo do trabalho rural da juventude. 
Considerando que foram incluídas como políticas públicas as questões que norteiam a juventude rural, podemos afirmar que houve um grande avanço nessas políticas a partir dos Governos Lula e Dilma. Porém, não foi consolidado como programa de Estado, o que deveria ter como objetivo,  priorizar como soberania alimentar, cidadania, direitos civis, saúde, lazer, educação, ou seja, um projeto de agricultura familiar e a possível permanência dessa juventude no espaço rural, com finalidade de reforçar e reivindicar direitos que de fato atenda à juventude rural trabalhadora, como por exemplo: um programa específico de educação no campo.
Por muito tempo a juventude foi e “é considerada como um bloco sem poder e sem direitos, invisível”, hierarquicamente considerados como abaixo da população adulta( mais velha) e que segundo BOURDIEU(1983), reduzir a faixa etária do sujeito é o mesmo que compreender o seu distanciamento do poder, o seu acesso ao poder, inclusive de decisão, sendo usado e manipulado para apenas validar seus interesses, sem respeitar a juventude como sujeitos de direitos, autônomos, com capacidades de criticidade e decisão. 
A partir dos anos 2000, muitas reivindicações, políticas públicas e sociais, foram criadas como: a criação do CONJUVE (2006) e o ESTATUTO DA JUVENTUDE (2013). 
Mas no que se diz respeito ao ESTATUTO DA JUVENTUDE, percebe-se lacunas que não define claramente os direitos da juventude rural, que ao longo dos 48 artigos, a juventude rural só é citada duas vezes: no inciso VI4 do Art. 15  e inciso IV5 do Art. 36 - BRASIL, 2013, questão que gera fragilidade na LEI. Contudo a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), encaminhou uma carta para o governo federal, questionando esses pontos.


“A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), propõe que se “[...] desencadeia processos de diálogo e negociação com o governo federal geradores de direitos e oportunidades, para que os(as) jovens trabalhadores(as) rurais construam seu projeto de vida no campo”. (CONTAG, 2015, p.3).”


“[...] está integrada à defesa do projeto de sociedade soberana, democrática, igualitária e com desenvolvimento rural sustentável e solidário”. (CONTAG,2015, p. 6), 


Nesse sentido, o objetivo é a construção de uma juventude rural trabalhadora com seus direitos trabalhistas e sociais respeitados, sem esquecer na democratização da terra e desenvolvimento sustentável, igualitária, respeito étnicos, gênero, culturais e toda a sua diversidade, sempre em defesa da democracia, que hoje encontra-se violentada após o golpe de 2016, no qual a juventude foi a primeira a sentir as consequências negativas desse golpe, que retirou direitos e políticas públicas e sociais, sem contar a retirada de investimentos dos programas voltados para a juventude. 
Debater juventude, é debater um futuro e uma política muito maior que vivemos hoje, pois a juventude é vanguarda quando se refere à reivindicar direitos e qualidade de vida, incluindo educação e no caso da juventude rural, a reforma agrária concretizada conforme as necessidades sociais, políticas, civis e trabalhistas sem a intervenção do agronegócio, ditando regras e “leis”, acima do ESTADO.


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS:


BADALOTTI, Rosana Maria ; MARTINELLI, Maxemino Luiz;  TONEZER, Cristiane; BOTTEGA,Sonia. Juventude rural e políticas públicas: avanços e limites. VIII Seminário Internacional Sobre Desenvolvimento Regional - Territórios, Redes e Desenvolvimento Regional: Perspectivas e Desafios Santa Cruz do Sul, RS, Brasil, 13 a 15 de setembro de 2017.
BOURDIEU, Pierre. A juventude é apenas uma palavra. In: BOURDIEU, Pierre. Questões de Sociologia. Rio de Janeiro: Editora Marco Zero, 1983. 


BRASIL, Presidência da República. Lei Nº 12.852, de 5 de agosto de 2013. (Estatuto da Juventude). Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011


CONSELHO NACIONAL DE JUVENTUDE et. al (Org.) (CONJUVE). Política nacional de juventude: diretrizes e perspectivas. São Paulo: Fundação Friedrich Ebert, 2006. 


CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES NA AGRICULTURA (CONTAG). Carta proposta da juventude trabalhadora rural. 3° Festival da Juventude Rural (Juventude na luta por terra, políticas públicas e sucessão rural na América Latina), 2015. Disponível em:https://www.agenciajovem.org/wp/os-desafios-da-construcao-das-politicas-publicas-para-a-juventude-rural/.

Título: Análise da Juventude Brasileira, Conteúdo: Temas como desenvolvimento sustentável, reforma agrária, agricultura familiar, organização da produção e do meio ambiente, organização e gestão sindical, educação do/no campo, saúde, direitos sexuais e reprodutivos, Juventude assalariada, direitos trabalhistas, sociais e humanos serão o mote para trabalhar o projeto “JOVEM SABER”. Baseado em alguns estudos realizado por alguns especialistas, apresento alguns aspectos para entender o mundo do trabalho rural da juventude.  Considerando que foram incluídas como políticas públicas as questões que norteiam a juventude rural, podemos afirmar que houve um grande avanço nessas políticas a partir dos Governos Lula e Dilma. Porém, não foi consolidado como programa de Estado, o que deveria ter como objetivo,  priorizar como soberania alimentar, cidadania, direitos civis, saúde, lazer, educação, ou seja, um projeto de agricultura familiar e a possível permanência dessa juventude no espaço rural, com finalidade de reforçar e reivindicar direitos que de fato atenda à juventude rural trabalhadora, como por exemplo: um programa específico de educação no campo. Por muito tempo a juventude foi e “é considerada como um bloco sem poder e sem direitos, invisível”, hierarquicamente considerados como abaixo da população adulta( mais velha) e que segundo BOURDIEU(1983), reduzir a faixa etária do sujeito é o mesmo que compreender o seu distanciamento do poder, o seu acesso ao poder, inclusive de decisão, sendo usado e manipulado para apenas validar seus interesses, sem respeitar a juventude como sujeitos de direitos, autônomos, com capacidades de criticidade e decisão.  A partir dos anos 2000, muitas reivindicações, políticas públicas e sociais, foram criadas como: a criação do CONJUVE (2006) e o ESTATUTO DA JUVENTUDE (2013).  Mas no que se diz respeito ao ESTATUTO DA JUVENTUDE, percebe-se lacunas que não define claramente os direitos da juventude rural, que ao longo dos 48 artigos, a juventude rural só é citada duas vezes: no inciso VI4 do Art. 15  e inciso IV5 do Art. 36 - BRASIL, 2013, questão que gera fragilidade na LEI. Contudo a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), encaminhou uma carta para o governo federal, questionando esses pontos. “A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), propõe que se “[...] desencadeia processos de diálogo e negociação com o governo federal geradores de direitos e oportunidades, para que os(as) jovens trabalhadores(as) rurais construam seu projeto de vida no campo”. (CONTAG, 2015, p.3).” “[...] está integrada à defesa do projeto de sociedade soberana, democrática, igualitária e com desenvolvimento rural sustentável e solidário”. (CONTAG,2015, p. 6),  Nesse sentido, o objetivo é a construção de uma juventude rural trabalhadora com seus direitos trabalhistas e sociais respeitados, sem esquecer na democratização da terra e desenvolvimento sustentável, igualitária, respeito étnicos, gênero, culturais e toda a sua diversidade, sempre em defesa da democracia, que hoje encontra-se violentada após o golpe de 2016, no qual a juventude foi a primeira a sentir as consequências negativas desse golpe, que retirou direitos e políticas públicas e sociais, sem contar a retirada de investimentos dos programas voltados para a juventude.  Debater juventude, é debater um futuro e uma política muito maior que vivemos hoje, pois a juventude é vanguarda quando se refere à reivindicar direitos e qualidade de vida, incluindo educação e no caso da juventude rural, a reforma agrária concretizada conforme as necessidades sociais, políticas, civis e trabalhistas sem a intervenção do agronegócio, ditando regras e “leis”, acima do ESTADO. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS: BADALOTTI, Rosana Maria ; MARTINELLI, Maxemino Luiz;  TONEZER, Cristiane; BOTTEGA,Sonia. Juventude rural e políticas públicas: avanços e limites. VIII Seminário Internacional Sobre Desenvolvimento Regional - Territórios, Redes e Desenvolvimento Regional: Perspectivas e Desafios Santa Cruz do Sul, RS, Brasil, 13 a 15 de setembro de 2017. BOURDIEU, Pierre. A juventude é apenas uma palavra. In: BOURDIEU, Pierre. Questões de Sociologia. Rio de Janeiro: Editora Marco Zero, 1983.  BRASIL, Presidência da República. Lei Nº 12.852, de 5 de agosto de 2013. (Estatuto da Juventude). Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011 CONSELHO NACIONAL DE JUVENTUDE et. al (Org.) (CONJUVE). Política nacional de juventude: diretrizes e perspectivas. São Paulo: Fundação Friedrich Ebert, 2006.  CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES NA AGRICULTURA (CONTAG). Carta proposta da juventude trabalhadora rural. 3° Festival da Juventude Rural (Juventude na luta por terra, políticas públicas e sucessão rural na América Latina), 2015. Disponível em:https://www.agenciajovem.org/wp/os-desafios-da-construcao-das-politicas-publicas-para-a-juventude-rural/.



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