Cesta básica do Rio apresenta a maior redução de preço dentre as capitais pesquisadas

A cesta básica de alimentos do município do Rio de Janeiro, que leva em consideração um conjunto de 13 produtos selecionados com o intuito de suprir as necessidades alimentares básicas de uma...

Escrito por: Dieese • Publicado em: 11/12/2014 - 13:46 Escrito por: Dieese Publicado em: 11/12/2014 - 13:46

A cesta básica de alimentos do município do Rio de Janeiro, que leva em consideração um conjunto de 13 produtos selecionados com o intuito de suprir as necessidades alimentares básicas de uma única pessoa, custou R$ 325,91, em novembro. Esse valor representa uma queda de 3,03% em relação ao valor médio apurado em outubro (R$ 336,10), sendo a maior redução verificada na cesta básica dentre os 18 municípios abrangidos pela pesquisa. Apesar da redução do valor médio no mês de novembro, a cesta básica carioca aumentou 3,29% no ano de 2014 e 2,85%, na comparação com o valor apurado em novembro de 2013.

Entre outubro e novembro de 2014, apenas a batata apresentou aumento no seu preço médio, com alta de 49,66%. A batata ficou mais cara em todas as 10 capitais das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, onde seu preço é pesquisado. Dentre os 12 produtos que sofreram queda de preços em novembro, o destaque foi o tomate, com retração de 25,98%.

As oscilações bruscas de preços de produtos comercializados in natura, como a batata e o tomate, podem estar relacionadas à finalização do período de safra, bem como à prolongada estiagem que atingiu o sudeste do país, ao longo do ano de 2014.

De janeiro a novembro de 2014, sete dos treze produtos apresentaram aumento de preço, com destaque para os casos da carne, 10,10% e da banana, 8,89%. Por outro lado, seis produtos tiveram redução de preço, sendo as quedas de preços do feijão (-11,47%) e do tomate (-11,18%) as mais expressivas.

Na comparação com os valores de novembro de 2013, cinco produtos ficaram mais caros, sendo a alta da carne, de 12,10% a mais acentuada, seguida pela do arroz, de 8,16%. No sentido oposto, oito produtos registraram preços inferiores em novembro de 2014, na comparação em doze meses, com destaque igualmente para os casos do feijão (-11,26%) e do tomate (-11,18%).

Dentre todas as capitais onde a pesquisa é realizada, São Paulo apresentou a cesta mais cara em novembro, com o valor médio de R$ 347,96. Na sequência vieram as cestas de Florianópolis (R$ 346,61), Porto Alegre (R$ 342,62) e Vitória (R$ 331,34). O município do Rio de Janeiro, ao registrar o valor de R$ 325,91, figurou como a cidade com a quinta cesta mais cara dentre as 18 capitais brasileiras onde o DIEESE faz mensalmente o levantamento.

Com base na cesta básica de alimentos mais cara dentre as cidades pesquisadas, o DIEESE também estima o valor do Salário Mínimo Necessário, ou seja, a quantia necessária para suprir as despesas de uma família composta de quatro membros (considerando dois adultos e duas crianças) com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, conforme estabelece a Constituição Federal. Em novembro, o Salário Mínimo Necessário atingiu o valor de R$ 2.923,22 (4,04 vezes o mínimo vigente, de R$ 724,00).

O DIEESE calcula ainda quanto tempo um trabalhador, com rendimento equivalente a um salário mínimo nacional, necessitou trabalhar para adquirir os itens alimentícios que compõem uma cesta básica individual. Em novembro, no Rio de Janeiro, foi necessária uma jornada de 99 horas e 2 minutos para adquirir uma cesta básica, tendo o valor da cesta representado 48,93% do salário mínimo líquido (R$ 666,08), ou seja, após os descontos da Previdência Social.

Título: Cesta básica do Rio apresenta a maior redução de preço dentre as capitais pesquisadas, Conteúdo: A cesta básica de alimentos do município do Rio de Janeiro, que leva em consideração um conjunto de 13 produtos selecionados com o intuito de suprir as necessidades alimentares básicas de uma única pessoa, custou R$ 325,91, em novembro. Esse valor representa uma queda de 3,03% em relação ao valor médio apurado em outubro (R$ 336,10), sendo a maior redução verificada na cesta básica dentre os 18 municípios abrangidos pela pesquisa. Apesar da redução do valor médio no mês de novembro, a cesta básica carioca aumentou 3,29% no ano de 2014 e 2,85%, na comparação com o valor apurado em novembro de 2013. Entre outubro e novembro de 2014, apenas a batata apresentou aumento no seu preço médio, com alta de 49,66%. A batata ficou mais cara em todas as 10 capitais das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, onde seu preço é pesquisado. Dentre os 12 produtos que sofreram queda de preços em novembro, o destaque foi o tomate, com retração de 25,98%. As oscilações bruscas de preços de produtos comercializados in natura, como a batata e o tomate, podem estar relacionadas à finalização do período de safra, bem como à prolongada estiagem que atingiu o sudeste do país, ao longo do ano de 2014. De janeiro a novembro de 2014, sete dos treze produtos apresentaram aumento de preço, com destaque para os casos da carne, 10,10% e da banana, 8,89%. Por outro lado, seis produtos tiveram redução de preço, sendo as quedas de preços do feijão (-11,47%) e do tomate (-11,18%) as mais expressivas. Na comparação com os valores de novembro de 2013, cinco produtos ficaram mais caros, sendo a alta da carne, de 12,10% a mais acentuada, seguida pela do arroz, de 8,16%. No sentido oposto, oito produtos registraram preços inferiores em novembro de 2014, na comparação em doze meses, com destaque igualmente para os casos do feijão (-11,26%) e do tomate (-11,18%). Dentre todas as capitais onde a pesquisa é realizada, São Paulo apresentou a cesta mais cara em novembro, com o valor médio de R$ 347,96. Na sequência vieram as cestas de Florianópolis (R$ 346,61), Porto Alegre (R$ 342,62) e Vitória (R$ 331,34). O município do Rio de Janeiro, ao registrar o valor de R$ 325,91, figurou como a cidade com a quinta cesta mais cara dentre as 18 capitais brasileiras onde o DIEESE faz mensalmente o levantamento. Com base na cesta básica de alimentos mais cara dentre as cidades pesquisadas, o DIEESE também estima o valor do Salário Mínimo Necessário, ou seja, a quantia necessária para suprir as despesas de uma família composta de quatro membros (considerando dois adultos e duas crianças) com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, conforme estabelece a Constituição Federal. Em novembro, o Salário Mínimo Necessário atingiu o valor de R$ 2.923,22 (4,04 vezes o mínimo vigente, de R$ 724,00). O DIEESE calcula ainda quanto tempo um trabalhador, com rendimento equivalente a um salário mínimo nacional, necessitou trabalhar para adquirir os itens alimentícios que compõem uma cesta básica individual. Em novembro, no Rio de Janeiro, foi necessária uma jornada de 99 horas e 2 minutos para adquirir uma cesta básica, tendo o valor da cesta representado 48,93% do salário mínimo líquido (R$ 666,08), ou seja, após os descontos da Previdência Social.



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