Metalúrgicos vão às ruas para garantir emprego no setor naval

Metalúrgicos da indústria naval de todo Brasil realizam um grande ato intitulado “Em defesa dos empregos do setor naval, da Petrobras e da Transpetro”, na próxima quarta-feira (04), em...

Escrito por: Willian Chaves - Assessoria de Comunicação • Publicado em: 03/03/2015 - 20:12 Escrito por: Willian Chaves - Assessoria de Comunicação Publicado em: 03/03/2015 - 20:12

Metalúrgicos da indústria naval de todo Brasil realizam um grande ato intitulado “Em defesa dos empregos do setor naval, da Petrobras e da Transpetro”, na próxima quarta-feira (04), em todas as localidades onde houver uma sede da Petrobras. A necessidade do movimento nasceu por conta das demissões e a tentativa de acabar com o setor naval por conta dos desdobramentos da Operação “Lava Jato” desencadeada pela Polícia Federal.

No Rio de Janeiro, trabalhadores de Niterói, Angra dos Reis e do município do Rio farão um caminhada até o Edise – Edifício Sede da Petrobras que fica na Av. Chile, no centro da capital.

A expectativa é que o ato no Rio reúna cerca de 10 mil trabalhadores. Os metalúrgicos temem a volta dos anos sombrios da indústria naval como na década de 1990, no governo Fernando Henrique Cardoso, quando centenas de empresas fecharam as portas e o setor possuía apenas dois mil trabalhadores.  

Atualmente, com a implantação da política de incentivo pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, o setor voltou a empregar 82 mil trabalhadores diretos. O resgate do setor naval se deu graças a programas como o Promef (Programa de Modernização de Frota da Petrobras), a política de Conteúdo Mínimo Local que nada mais é que 70% dos investimentos nacionais aplicados em um determinado bem ou serviço devem corresponder à indústria nacional na produção desse bem ou serviço e o Promimp (Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural).

“Da forma com que estão conduzindo as investigações da “Lava Jato” estão punindo os trabalhadores ao invés de punir quem de fato praticou algum ato de corrupção. Os metalúrgicos de todo Brasil já estão sofrendo com demissões e com a incerteza de manutenção dos empregos nos próximos anos. Querem acabar com as políticas que resgataram o setor naval e suplantar toda uma atividade que vem dando certo e que ajudou a Petrobras e o país a crescer muito nos últimos anos. Vamos às ruas defender nossos empregos dos abutres de plantão que querem a derrocada da Petrobras e, consequentemente, os benefícios que seus investimentos trazem para os trabalhadores brasileiros”, assegura Edson Carlos Rocha, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói/RJ e Diretor da CNM/CUT – Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT.

Em Niterói, cerca de 250 trabalhadores já perderam seus empregos apenas no Estaleiro Enaval, outros 600 na UTC, 100 pela J. Costa e outros milhares não estão descartados pelas empresas, por conta dos desdobramentos das investigações. No sul do Brasil, Itajaí/SC e Rio Grande/RS também já registraram demissões. Em Rio Grande, o número de trabalhadores já caiu de 18 mil, em 2013, para 7 mil. Já em Charqueadas, também no Rio Grande do Sul, as dispensas já atingiram cerca de 1.000 trabalhadores sem o pagamento das rescisões. Em Itajaí já foram 600 demitidos pela AMAL. Nos últimos dias, o estaleiro Atlântico Sul, no estado de Pernambuco, anunciou a demissão de 350 trabalhadores. No município do Rio de Janeiro, a estimativa ultrapassa 3 mil demissões. Na Bahia, 1.500 metalúrgicos podem ser demitidos por conta da paralisação das atividades no Estaleiro Enseada Indústria Naval.

“A Operação Lava Jato da Polícia Federal não pode ser utilizada como pretexto para demissões. Os verdadeiros prejudicados são seus funcionários, que possuem famílias e necessitam dos empregos. A Polícia Federal deve investigar e a Justiça punir exemplarmente os envolvidos em qualquer esquema de desvio de conduta, tanto na Petrobrás quanto em qualquer instituição privada, mas isso não pode, de maneira alguma, acarretar “na pena” do desemprego de trabalhadores”, declara Edson Rocha.

Programação da passeata dos metalúrgicos de Niterói até a sede da Petrobras:

08:00H - Saída dos Estaleiros

08:30H - Concentração na saída da Ponta D’Areia (próximo Rodoviária)

09:00H - Saída das Barcas SA (GRATUITA) - Praça Arariboia

10:00H - Concentração na Praça XV

10:2OH - Caminha até a Sede da Petrobras

11:00H - Início do Ato dos Metalúrgicos na Petrobras

15:00H - Retorno a Niterói 

Contato: Edson Rocha - CNM/CUT e Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói (21) 99625-7807

Título: Metalúrgicos vão às ruas para garantir emprego no setor naval, Conteúdo: Metalúrgicos da indústria naval de todo Brasil realizam um grande ato intitulado “Em defesa dos empregos do setor naval, da Petrobras e da Transpetro”, na próxima quarta-feira (04), em todas as localidades onde houver uma sede da Petrobras. A necessidade do movimento nasceu por conta das demissões e a tentativa de acabar com o setor naval por conta dos desdobramentos da Operação “Lava Jato” desencadeada pela Polícia Federal. No Rio de Janeiro, trabalhadores de Niterói, Angra dos Reis e do município do Rio farão um caminhada até o Edise – Edifício Sede da Petrobras que fica na Av. Chile, no centro da capital. A expectativa é que o ato no Rio reúna cerca de 10 mil trabalhadores. Os metalúrgicos temem a volta dos anos sombrios da indústria naval como na década de 1990, no governo Fernando Henrique Cardoso, quando centenas de empresas fecharam as portas e o setor possuía apenas dois mil trabalhadores.   Atualmente, com a implantação da política de incentivo pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, o setor voltou a empregar 82 mil trabalhadores diretos. O resgate do setor naval se deu graças a programas como o Promef (Programa de Modernização de Frota da Petrobras), a política de Conteúdo Mínimo Local que nada mais é que 70% dos investimentos nacionais aplicados em um determinado bem ou serviço devem corresponder à indústria nacional na produção desse bem ou serviço e o Promimp (Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural). “Da forma com que estão conduzindo as investigações da “Lava Jato” estão punindo os trabalhadores ao invés de punir quem de fato praticou algum ato de corrupção. Os metalúrgicos de todo Brasil já estão sofrendo com demissões e com a incerteza de manutenção dos empregos nos próximos anos. Querem acabar com as políticas que resgataram o setor naval e suplantar toda uma atividade que vem dando certo e que ajudou a Petrobras e o país a crescer muito nos últimos anos. Vamos às ruas defender nossos empregos dos abutres de plantão que querem a derrocada da Petrobras e, consequentemente, os benefícios que seus investimentos trazem para os trabalhadores brasileiros”, assegura Edson Carlos Rocha, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói/RJ e Diretor da CNM/CUT – Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT. Em Niterói, cerca de 250 trabalhadores já perderam seus empregos apenas no Estaleiro Enaval, outros 600 na UTC, 100 pela J. Costa e outros milhares não estão descartados pelas empresas, por conta dos desdobramentos das investigações. No sul do Brasil, Itajaí/SC e Rio Grande/RS também já registraram demissões. Em Rio Grande, o número de trabalhadores já caiu de 18 mil, em 2013, para 7 mil. Já em Charqueadas, também no Rio Grande do Sul, as dispensas já atingiram cerca de 1.000 trabalhadores sem o pagamento das rescisões. Em Itajaí já foram 600 demitidos pela AMAL. Nos últimos dias, o estaleiro Atlântico Sul, no estado de Pernambuco, anunciou a demissão de 350 trabalhadores. No município do Rio de Janeiro, a estimativa ultrapassa 3 mil demissões. Na Bahia, 1.500 metalúrgicos podem ser demitidos por conta da paralisação das atividades no Estaleiro Enseada Indústria Naval. “A Operação Lava Jato da Polícia Federal não pode ser utilizada como pretexto para demissões. Os verdadeiros prejudicados são seus funcionários, que possuem famílias e necessitam dos empregos. A Polícia Federal deve investigar e a Justiça punir exemplarmente os envolvidos em qualquer esquema de desvio de conduta, tanto na Petrobrás quanto em qualquer instituição privada, mas isso não pode, de maneira alguma, acarretar “na pena” do desemprego de trabalhadores”, declara Edson Rocha. Programação da passeata dos metalúrgicos de Niterói até a sede da Petrobras: 08:00H - Saída dos Estaleiros 08:30H - Concentração na saída da Ponta D’Areia (próximo Rodoviária) 09:00H - Saída das Barcas SA (GRATUITA) - Praça Arariboia 10:00H - Concentração na Praça XV 10:2OH - Caminha até a Sede da Petrobras 11:00H - Início do Ato dos Metalúrgicos na Petrobras 15:00H - Retorno a Niterói  Contato: Edson Rocha - CNM/CUT e Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói (21) 99625-7807



Informativo CUT RJ

Cadastre-se e receba periodicamente
nossos boletins informativos.