Trabalhadores mais pobres esperam 6 anos a mais para se aposentar e recebem metade da média geral dos aposentados brasileiros

Aposentados por tempo de contribuição recebem em média mais de 2 salários mínimos, enquanto os trabalhadores que se aposentam por idade recebem em média 1 salário.

Escrito por: CUT Rio • Publicado em: 06/02/2019 - 12:02 Escrito por: CUT Rio Publicado em: 06/02/2019 - 12:02

Divulgação

Há uma grande distância social entre essas duas classes de trabalhadores. Enquanto os que se aposentam por tempo de serviço tendem a ter empregos mais estaveis durante a vida, com direitos trabalhistas garantidos e contribuição constante, a outra parcela vive uma realidade muito diferente. Ocupações que são informais ou que estão sofrendo um processo de precarização e pejotização, tendem a contribuir de maneira muito mais irregular (quando conseguem contribuir). 

A reforma da previdência quer aumentar a idade mínima, que é justamente a faixa mais pobre e que trabalha mais tempo da vida precarizada. Jogando a conta da previdência para os mais pobres, não acessamos o real problema da previdência pública que é um reflexo claro da precarização do mercado de trabalho. 

As reformas trabalhista (que precarizam) e a da previdência (que coloca limites para os mais pobres se aposentarem) combinadas só aumentam a distância entre os poucos que ainda conservam direitos na sua categoria e conseguem se aposentar por tempo de serviço e aqueles mais vulneráveis que ficam na margem da sociedade, só tendo a possibilidade de contribuir por pequenos espaços de tempo, enquanto esperam o limite da idade para receber seu um salário mínimo.

Título: Trabalhadores mais pobres esperam 6 anos a mais para se aposentar e recebem metade da média geral dos aposentados brasileiros, Conteúdo: Há uma grande distância social entre essas duas classes de trabalhadores. Enquanto os que se aposentam por tempo de serviço tendem a ter empregos mais estaveis durante a vida, com direitos trabalhistas garantidos e contribuição constante, a outra parcela vive uma realidade muito diferente. Ocupações que são informais ou que estão sofrendo um processo de precarização e pejotização, tendem a contribuir de maneira muito mais irregular (quando conseguem contribuir).  A reforma da previdência quer aumentar a idade mínima, que é justamente a faixa mais pobre e que trabalha mais tempo da vida precarizada. Jogando a conta da previdência para os mais pobres, não acessamos o real problema da previdência pública que é um reflexo claro da precarização do mercado de trabalho.  As reformas trabalhista (que precarizam) e a da previdência (que coloca limites para os mais pobres se aposentarem) combinadas só aumentam a distância entre os poucos que ainda conservam direitos na sua categoria e conseguem se aposentar por tempo de serviço e aqueles mais vulneráveis que ficam na margem da sociedade, só tendo a possibilidade de contribuir por pequenos espaços de tempo, enquanto esperam o limite da idade para receber seu um salário mínimo.



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